quarta-feira, 7 de junho de 2006

Pensamentos inconscientes de olhos fechados

"Sonhos semeando o mundo real"
Vilarejo, Marisa Monte

Amor platônico: diferente daquilo que normalmente se ouve, amor platônico é diferente de amor impossível. O real singnificado é o que o próprio nome remete: a Platão. Amor Platônico é um amor idealizado, um amor no campo das idéias. Um amor que não existe no mundo real, apenas no campo das idéias de Platão. Daí a origem do nome.

A vida é composta pelos sonhos. Quando nascemos, nossos pais sonham que sejamos médicos, engenheiros ou advogados (incrível como sempre fica entre os três). Alguns sonham que o filho seja jogador de futebol.

Quando somos crianças, sonhamos com super heróis, mundos de magia e encantamentos, Disney. As crianças gostam de profissões nobres, como bombeiros, astronautas e até médicos em alguns casos (os pais transbordam de orgulho destes).

Sonhamos com aquela menina mais linda, a primeira por quem não sentimos vontade de zuar, ou ganhar na gincana. Sentimos vontade de olhar para o sorriso dela. Aquela, que andava de maõs dadas com os pais dela na saída, e que sonhamos à noite. Aquelas que nos motivam a ir para a escola.

Sonhamos com namoro. Aquela pessoa que nos faça sentir o gosto da paixão de criança, forte, intensa, gostosa, simples. Uma pessoa que não tenha os defeitos que estamos acostumados a ver. Que goste de nós tanto quanto nós gostamos dela, que seja fiel, tenha beleza, seja inteligente, interessante.

Alguns sonham casar. Outros, ter filhos. Muitos sonham com os dois. De preferência, em união ao sonho anterior, do namoro.

Sonhar é sim preciso. Amor é feito de sonho também. Se apaixonar, sonhar, imaginar e realizar. Só tomando cuidado para que não se torne um sentimento apenas existente no campo das idéias - e qu

terça-feira, 30 de maio de 2006

nutrição amorosa

Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho
Vivo tranqüilo, a liberdade é quem me faz carinho
"Satisfeito", Marisa Monte
Se aproxima o dia dos namorados. Data comercial ou não, desperta reações diversas nas pessoas. Percebi hoje, ao conversar com um amigo, um importante dado sobre relacionamentos que, mais uma vez, a Biologia explica:
  • seres heterótrofos: Dependem de um dos elementos de um relacionamento para processar o que chamamos de satisfação. As reações que ocorrem para a produção desta sensação são muitas, mas com uma característica comum: são necessariamente dependentes de uma dessas reações. Alguns precisam se sentir amados; outros, apenas amar alguém. Alguns precisam se sentir completos com alguém, outros, é uma questão social - politicamente incorreto e não assumido, mas bastante presente na espécie humana.
  • seres autótrofos: são os citados por Marisa Monte (em música escrita em parceria da cantora com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes). Não dependem de ninguém: produzem, dentro de si, a substância satisfação. Utilizam elementos do relacionamento para produzir a satisfação, mas não depende dele. Não se incomoda, em nenhum aspecto, com o fato de estar sozinho. Auto-suficiente, em suma.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Emocionalmente burro

- Como você pôde olhar descaradamente para aquela rapariga da namorada do Andervaldo??
- Êita! Tá maluca??
- Não mude de assunto!
- Mas, querida, não sei do que você está falando...
- Larga de ser safado! Todo mundo percebeu!
- Mas eu não est...
- E ela ficou olhando pra você a festa inteira!
- Nem reparei! Tava secando a garrafa de whisky com a turma do baralho...
- Sei... sei... contando as piadinhas sujas para impressionar a guria... Acha que eu não te conheço? Foi assim que começou comigo!
- Você está doida! Você disse que te conquistei na noite que te dei carona pra casa depois que todas suas amigas foram embora...
- Aquilo foi pra romantizar... Romantizar, está entendendo?
- Uai... Não tenho culpa se ela ficou me olhando... Só tenho olhos pra você, meu amor...
- Claro! Rindo alto daquele jeito e derramando bebida no tapete da Suzete...
- Mas, querida...
- E quem fica limpando depois? Pedindo desculpas por seu comportamento? Quem fica esperando você para conversar, dar um beijinho e...
- Humm..
- Quê??
- Você está com ciúmes!
- Eu???
- É... se sente carente...
- Hah! Essa é ótima!
- Pois é verdade... Estava me divertindo com meus velhos amigos enquanto as moças ficavam botando defeitos em seus namorados...
- Não é bem assim...
- Meus amigos não dão atenção às namoradas como eu dou à você... Lembra da nossa viagem no mês passado?
- Sim, mas...
- Dos presentes caros que te comprei no seu aniversário...
- Aham...
- Daquela noite fantástica no motel no último fim de semana?
- Hihi... Pára, seu bobo!
- Alguma de suas amigas tem um namorado que sabe a sua flor favorita? Sua comida favorita? E ainda aprende a cozinhá-la?
- Você queima tudo...
- Mas faço por você...
- Tem razão, querido... Me desculpe, exagerei, né?
- Só um pouco... Além do mais, você é muito mais bonita que a namorada do Andervaldo...
- Ahá! Sabia que tinha olhado pra ela!!
- Ops...

amor virulento

ciclo lítico: após injetar a paixão no coração da vítima, passa a controlar o seu comportamento e o faz produzir somente atitudes que a beneficiam. Com a produção destas atitudes, rompe a vítima de dentro pra fora, deixando destruído o coração hospedeiro. É normalmente usado quando a vítima reage contra o vírus, mostrando força para destruí-lo, ou quando é fraco demais, e não trará nenhum benefício.

ciclo lisogênico: após injetar a paixão virulenta, esta se une com a paixão hospedeira, e dão início ao processo de reprodução através da divisão. Compartilham decisões, sentimentos, caminhos, noites, desejos e muito mais. Se reproduzem através da disseminação de cada um, o que torna o vírus mais forte. Este ciclo é mais usado quando o vírus de adapta ao hospedeiro, e este lhe oferece condições favoráveis - sem ser muito fraco e não reagir, e ser ser forte demais, a ponto de destruí-lo.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

dor de cabeça científica

Agência FAPESP - Com o tempo, dormir pouco, além de uma série de outros problemas, pode deixar a mulher mais gorda. A conclusão é de um estudo realizado nos Estados Unidos e apresentado nesta terça-feira (23/5) na Conferência Internacional da Sociedade Torácica Norte-Americana.
Imaginem o diálogo. O marido chega, com aquele apetite de quem trabalhou o dia inteiro com um bando de homens, louco pra encher sua mulher de beijos. Em vez da dor de cabeça, ela vai dizer:
Meu bem, eu tenho que dormir... Você não quer que eu engorde não é?!

1ª Lei da Inércia

Toda pessoa solteira tende a parmanecer solteira.

Toda pessoa comprometida tende a permanecer comprometida.

terça-feira, 23 de maio de 2006

paradoxos do cotidiano

uma pessoa que é altamente comprometida com uma alguém que ela diz amar e querer envelhecer junto, com quem vai se casar em poucos meses, te diz:
"eu te amo"

segunda-feira, 22 de maio de 2006

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Impossível ou apenas muito difícil?

Agora o jogo tinha tempo para terminar. Aliás, pouco tempo. O placar marca 2 x 0, e meu time já fez todas as jogadas do seu repertório, sem sucesso. Os poucos ataques bem sucedidos não acabaram em gol. Envolvi a defesa adversária, conquistei o interesse dela. Contra ataquei tão rápido, que consegui passar a forte linha defensiva e ganhar alguns beijos. Jogadas com uma intensidade daquela seleção brasileira de 1982, com Zico, Sócrates e Falcão. Ali, com aquelas jogadas, aquele time, me senti como todo brasileiro na Copa de 82: a taça é nossa.

Eis que surge a Azzura. O jogo está 2 x 0, meu time é melhor, mas não consigo sequer empatar o jogo. O casamento tá marcado, e se aproxima a cada dia. O terceiro gol - o casamento em si - parece só uma questão de tempo. Minha defesa não parece capaz de deter esses contra ataques fulminantes, e com hora marcada.

Incrivelmente, meu time luta. Luta com aquela vontade de um garato que foi recém promovido das categorias de base, e precisa mostrar serviço na equipe de cima. Uma vontade muito acima da média, uma determinação que supera todas as dificuldades. Os gols tomados não chegaram a abater a equipe, que continua bombardeando o gol adversário com ataques de todas as formas. O time articulou jogadas que eu nunca vi, com inspiração que nunca vi em nenhum outro time. Meu time joga tão bem que é difícil entender porque ainda estou perdendo. As jogadas são de Ronaldinho Gaúcho, com o sorriso no rosto. Nenhum abatimento. Nenhuma lamentação. Apenas determinação e a busca incasável pelo gol - que insiste em não vir.

Cada ataque é um sofrimento. Parece que a bola vai entrar, o atacante deixou o zagueiro no chão, está de frente para o gol... "Eu amo meu noivo"... PEGA O GOLEIRO! O time se remonta, o ataque vem de novo. Cruzamento na área, o atacante domina no peito, dá um chapéu no zagueiro, dribla o goleiro, meus lábios perto dos dela... "Não posso"... NA TRAVE!

O jogo continua, e o placar é o mesmo. A derrota parece certa. Não para o meu time, brigador, lutador, esperançoso, habilidoso, competente. Até quando esse time vai acreditar que é possível?

A resposta é simples. Um dito popular se adequa perfeitamente: em futebol, o jogo só termina quando acaba.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Jogo da vida

Há jogos em que parece muito claro quem sairá vencedor. Algumas vezes pela diferença técnica dos times, outras pela circunstância que os dois se encontram.

Quando entrei no jogo - um amistoso sem qualquer pretensão maior do que uma simples partida bem jogada - não esperava ter tanta dificuldade. Não que o adversário fosse totalmente desconhecido, nem que meu time não estivesse preparado. Mas talvez o jogo tenha sido encarado como amistoso, e na verdade era final de Copa do Mundo. Uma competição que eu esperava vencer já há muito tempo - como todos querem.

Quando eu percebi que o jogo era esse, meu time estava jogando com a estratégia errada. Claro! Afinal, ninguém joga a final da Copa do mesmo jeito que jogaria um amistoso. O jogo era de brincadeira, uma pelada daquelas boas de jogar, divertidas e sem preocupações. A única preocupação era machucar algum jogador adversário com uma dividida mais forte - meu time se caracteriza muito pela força de vontade que joga.

O decorrer do jogo mostrou que quem podia sair machucado era o meu time. Mostrou que tínhamos perdido muito tempo achando que o jogo era amistoso, e só depois de perceber que o jogo já estava com placar de 1 x 0 para o adversário o time acordou. Talvez tarde demais.

Aquele adversário era muito mais forte do que se pensava. O time frágil que aparentava antes da partida não era tão frágil assim. Aquele time que se deixou envolver pelo toque de bola preciso do meu time, com ataques rápidos estava preparado.

Consegui alguns bons ataques, é verdade. Lances daqueles de encher os olhos. O ataque triangulava na frente da área adversária como se os jogadores fossem o Raí, Palhinha e Muller daquele São Paulo campeão mundial do início dos anos 90. Tudo parecia bem. Ela parecia seduzida e, mais ainda, conquistada.

De repente o jogo se complicou. O time resolveu que não queria mais assistir esse tipo de jogo. Fechou a defesa, não deixou criar mais nada. E sem que eu percebesse, o jogo estava 2 x 0. Não tinha reparado, mas o jogo tinha começado com esse placar. O primeiro gol foi marcado antes daquela partida: ela tinha ficado noiva. Mas não tinha reparado que não era só isso. O segundo gol foi uma conseqüência inevitável do primeiro: data do casamento marcada.

(continua...)

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Espante de vez a timidez

Retirado do livro "ABC da conquista- Como conquistar uma mulher".
  • Domine a sua ansiedade: Quando o seu alvo aparecer, tente relaxar. Comece controlando a sua respiração, inspire e expire bem profundamente.
  • Enfrente o seu medo: Lembre-se dessa frase: "Quem não arrisca, não petisca". Aproxime-se aos poucos 'dela' e vá ganhando terreno, assim você vai ganhando mais segurança para uma futura investida.
  • Saiba receber e fazer elogios: Não fique sem graça ao receber um elogio, reconheça o seu valor! Elogiar os outros também é importante!
  • Pare de esperar o pior: Não alimente pensamentos negativos, principalmente em situações em que você ficar nervoso. Pensar que você é azarado ou que nada vai dar certo só atrapalha, comece a ser mais otimista.
  • Deixe de ser perfeccionista: Não tente ser a pessoa mais perfeita do mundo, pois mais cedo ou mais tarde agente acaba deslizando. Mostre a sua paquera suas qualidades e defeitos. Isso evita você a forçar o que não é, tornando seus encontros mais sinceros e autênticos.
  • Aprenda a ser rejeitado: Não se obrigue a agradar sempre. Tenha personalidade, se 'ela' não concorda com a sua opinião, não vá mudar pensando que ela vai te deixar. Lembre-se que o medo de ser rejeitado só vai trazer mais inseguranças.
  • Ela não é perfeita: Você pode estar criando uma imagem um tanto quanto exagerada da sua paquera. Lembre-se que somos humanos e possuímos defeitos. Saiba definir bem as qualidades e os defeitos, você pode analisar os defeitos dela assim como analisa o seu.
  • Encontre o seu próprio estilo: Pare de ficar imitando o jeito de outras pessoas, seja o que você realmente é. As mulheres gostam de homens decididos, seguros e autênticos.
  • Olho no olho: Ao conversar com as pessoas, acostume-se a olhar dentro dos olhos delas, a prática desse hábito nos traz mais segurança e respeito por parte das outras pessoas.
  • Preste atenção ao resto do mundo: Com certeza você já entrou numa sala lotada e teve a impressão que todo mundo parou de falar para prestar a atenção em você, não é verdade?
  • Pessoas tímidas acham-se sempre o centro das atenções e que todos estão sempre reparando suas atitudes. Lembre-se que todos, a grande maioria estão preocupados consigo mesmo. É só prestar mais atenção a tudo que rodeia você.
Se você vai conseguir lembrar de tudo isso na hora eu não sei, mas fica aí as dicas para você tentar. Boa sorte!

(Retirado do blog Ossos no Armário)

Pré-jogo

O coração bate forte. Jogo de estréia é sempre motivo para aquele friozinho na barriga. Tão incômoda quanto desejada. Sentir-se assim é bom. Faz sentir as veias pulsando, o sangue correndo, o coração batendo. Faz me sentir vivo.

O jogo é contínuo, quase interminável. Quase. O jogo termina exatamente quando acaba minha consciência de senti-lo.

As idas e vindas dessa vida sem rumo certo é um atrativo inigualável. Pense sua vida há cinco anos atrás. Como você acharia que está, e como você efetivamente está?

Ah, sabe aquela garota, inesquecível, o amor que você tanto chorou naquela noite interminável? Pois é, passou. Aliás, você ainda pensa como foi querer jogar naquele gramado, belo como um gramado inglês, mas chato quanto o futebol árabe - que me perdoem os jogadores de turbante.

O jogo seguiu. Passamos de clubes pequenos e campeonatos regionais a clubes grande, com uma torcida exigente e um técnico que te cobra todos os dias por resultados cada vez melhores. Isso sem contar as maria chuteiras, os colegas que não te passam a bola, os que te sacaneiam com o treinador, os dirigentes que te roubam...

Mas o seu telento prevaleceu. Neste jogo, você já participou de campeonatos importantes, e está cotado para subir mais e mais. A Copa do Mundo é o objetivo de todos os corações do mundo, mas estar lá é só para aqueles que têm talento reconhecido, determinação e, claro, um pouco de sorte, que nunca fez mal a ninguém.

Nas vitórias e derrotas, o aprendizado existe. Dizem que as derrotas ensinam mais do que as vitórias. Talvez seja por isso que essa final de Copa do Brasil, que você perdeu no último minuto, tenha doído tanto. Ainda dói na verdade. Mas é ela que te dá motivação diária para a conquista de algo maior. Que veio, cinco anos depois. A Copa Libertadores é um sonho de quase todos os clubes, e você chegou lá.

O jogo segue, agora com mais responsabilidade. Afinal, quem é campeão cria uma expectativa maior sobre si mesmo. A cobrança - interna e externa - é enorme. E aquela moça dos olhos azuis não para de olhar para você. O jogo está pra começar. Concentre-se, e parta para mais uma vitória.

Bom jogo a todos.

Priiiiiiiiiiiiiiii!

Apita o árbitro, está iniciada a partida!