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domingo, 17 de maio de 2009

Sedução em roxo

Ela tem o sorriso doce de menina, a risada gostosa de criança, o corpo incrível de mulher e o olhar sensual de uma sedutora. Suas roupas com um tom roxo não deixam dúvida que a mulher já deixou a menina para trás há tempos. O que sobrou da menina do interior é as alegrias, o sorriso e a beleza de ser feliz nas pequenas coisas. Mas o olhar... Aquele olhar é de mulher, decidida, sedutora, sensual.

O roxo é dela, é ela, está nela. Às vezes na blusa, outras em um cinto, em um detalhe da pulseira, em um cinto, na saia rodada, no cadarço da bota, no cintilante brilho da maquiagem que a faz brilhar. Fico pensando se ela adotou o roxo ou o roxo a adotou, antes mesmo que ela escolhesse. A cor é dela e ela é da cor.

Ela desfila estilo, mesmo quando não se preocupa com isso. Tem em seu jeito de quem vai bailar pelas ruas, na chuva, no frio, na alegria e na tristeza. Dança quando o sorriso a preenche a alma ou quando as lágrimas mancham suas roupas.

Dança sensualmente, ingenuamente, maldosamente, alegremente, musicalmente. Às vezes, tudo de uma só vez. É sedutora quando quer e perigosamente sensual mesmo se não quiser. Traz em si os gestos, os movimentos e a beleza da dança.

Sua beleza às vezes é das mais simples, outras é das mais sofisticadas. Consegue ser bela no amanhecer e no porvir, na luz e na sombra, no sol e na chuva, no calor e no frio. Porque a sua beleza é muito além dos traços do seu rosto e do seu corpo. É a beleza que o sorriso mostra, perfura, instiga, conquista. São as palavras suaves, sem medo, sem preconceitos, livres, completamente livres, inteligentes, doces ou amargas. São as botas, ou a meia-calça, ou a saia, ou a calça, ou o vestido, ou o cabelo longo, ou o cabelo curto, ou a voz que canta, ou os textos que escreve, ou a amiga sempre disposta, ou a menina que precisa de colo, ou a mulher que escreve suas própria história.

É a sedução em roxo, que conquista, que instiga, que devora, que desperta curiosidade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O brilho da Lua

A suavidade daquele sorriso me despertou curiosidade. A alegria radiante do seu semblante me levou a vê-la mais de perto. Descobri, então, que era uma idealista. Estuda Serviço Social. Uma mulher de beleza deliciosa, delicadamente magra.

As minhas palavras despertaram a curiosidade dela também. Respondeu com palavras doces, que eu vi se repetirem algumas vezes. As conversas no msn intensificaram-se, a simpatia dela contagiava, sua inteligência e beleza formavam uma dupla incrivelmente sedutora.

O rosto delicado e o corpo magro eram de uma menina, quase adolescente. A inteligência e a sutil malícia eram de uma mulher de 25. A conversa frente a frente, com os rostos próximos e as bocas perigosamente próximas, criaram uma atmosfera de encanto. Encanto pela beleza, pelo sorriso, pela delicadeza, pela sedução.

O primeiro encontro foi das nossas mentes. Um mudeu, novo, belo, interessante. Um apreciador da história como eu se farta em um lugar como aquele. O seu sorriso era extremamente atraente, eu tinha vontade de pegá-la pela cintura e fazer dela minha. Mas esperei. Quis deixar que as coisas acontecessem a seu tempo. Minha atitude, em casos semelhantes, teria sido de partir para um ataque de uma vez, vencendo a timidez e solidificado na auto-confiança.

Com um cenário contraditoriamente belo e terrível, a estação Julio Prestes, nos conhecemos melhor, falamos de política, problemas sociais. Aqueles lábios eram um desejo meu, e sabia que ia realizá-lo.

Nos despedimos, esperei que ela fosse para ir embora também. Deixei, maliciosamente, tudo para o segundo encontro, que eu sabia que aconteceria. Aquele certo mistério, que sempre faz bem... Aquele jogo estava apenas começando.